18 de junho de 2009

137



Esta musica, foi inspirada num slamo da biblia, pura poesia lirica isrealita, foi cantada por muitos, algumas dessas versões ou covers, cruzaram o meu caminho... Bradley Nowel, Bob Marley, e tantos outros.

Mas o mais bonitos foi ter descoberto que essa canção era um salmo da biblia.

(enjoY)

Salmo 137

Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião.

Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas,

pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.

Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estrangeira?

Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.

Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.

Lembra-te, Senhor, contra os edomitas, do dia de Jerusalém, porque eles diziam: Arrasai-a, arrasai-a até os seus alicerces.

Ah! filha de Babilônia, devastadora; feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós;

feliz aquele que pegar em teus pequeninos e der com eles nas pedra.

é Lao Tze

Watch your thoughts; they become words.
Watch your words; they become actions.
Watch your actions; they become habits.
Watch your habits; they become character.
Watch your character; it becomes your destiny.

Lao-Tze

6 de novembro de 2008

Que espanto causa essa expressão: amar por amar !!?

Ainda não estamos acordados. Pensar e reflectir, é uma ocupação que principalmente diz respeito à filosofia. Filosofar é em primeiro de tudo, ter a humildade de reconhecer que ainda não compreendemos o mundo e o homem, ou, é ter a capacidade de perguntar: o que faz o homem no mundo? Filosofar é duvidar, interrogar… ler os grandes pensadores e “com eles pensar”. Filosofar é procurar identificar os problemas que nos atormentam, é o grito da alma, ou lá o que isso seja (a alma). Filosofar é procurar responder a todos os sentimentos que redemoinham no mais profundo no nosso ser, é ter a coragem de reconhecer que não temos resposta para as principais perguntas impostas pela humanidade… mas acima de tudo, é enfrentar, com coragem, toda a negra neblina que se levanta no nosso entendimento quando tentamos responder às mais antigas perguntas da humanidade. É crer encontrar uma resposta que acalme todas as nossas dúvidas. É querer fazer desvanecer todo o aperto que sentimos em nosso coração. Esta é uma resposta não académica à pergunta: O que é filosofar?

Conhecer a realidade. Viver a vida… afinal é o que fazemos todos os dias, e estamos muito bem. Não vale a pena, descrever o que é viver a vida, pois que, todos sabemos o que isso quer dizer. E nos dias de hoje, é a rotina diária que dita o que é viver a vida. Mas será que realmente vivemos? Algo me diz que o ser humano é algo de incomparável, e sinto-me inclinado a dizer que não é o raciocínio que mais nos dá essa luminosidade, essa grandiosidade que a humanidade transporta. Para mim, o que mais me faz contemplar a forma humana com enorme admiração é a sua capacidade de transportar um grande tesouro no seu coração: o amor, a capacidade de amar, que mesmo ao encontrar a seu antónimo e qualquer língua, não deixa de ser o maior tesouro humano. Quem conseguirá se aperceber totalmente desta grande verdade? Afinal de contas, o que é realmente sobrepor o sentimento ao raciocínio, e porque tentamos desesperadamente explicar (pela razão) o primeiro? E ainda: um explica outro?

Vivemos a vida… e prosseguimos vivendo a vida. Mas será que a maneira como o homem actual encara a vida é realmente viver a vida? Parece-me, que a resposta é unânime… um grande NÂO! No entanto, nada fazemos, nada conseguimos fazer para mudar o nosso modo de viver, pois que, é assim que vivemos a vida. E é muito correcto dizer que vivemos a vida, pois na verdade, a vida é que deveria viver em nós. Neste momento a vida em si, não é senhora da vida, mas sim, é o homem que é senhor da vida. Haverá diferença em viver a vida e em deixar a vida viver em nós?


Agora com o homem. Em comparação ao cão, o homem vive a vida? Sim. Porque o homem, contrariamente ao cão, pode comandar, decidir aquilo que quer ser, enquanto que o cão está determinado a ser cão, o homem é um ser indeterminado, o homem escolhe, de que maneira quer viver. Enquanto que um cão, se resigna ao que a vida lhe dá, o homem pensa mais alto, pensa em ir ao espaço, pensa em viver uma vida calma ou uma vida atribulada, faz as suas escolhas, conforme o que acha melhor para si. Desta maneira, podemos dizer que o homem vive a vida, comanda a vida. Então, no meio de todos os meus sentimentos confusos, surge a questão: Quem vive melhor a vida? Aquele que escolhe de que modo quer viver a vida, ou aquele que abraça a vida, e deixa que a vida, viva em si.

Viver a vida, é uma questão fundamental. Mas o que será que quer dizer, deixar que a vida viva em nós, é recuarmos até à animalidade? É certo, nunca poderemos negar o valor da razão (o valor do raciocínio), mas não será que essa razão se sobrepôs ao sentimento? Quando amamos alguém… precisamos de uma razão para amar? Ou amamos por amar? Que espanto me causa essa expressão: amar por amar. Quem ama por amar? Amar, é por de lado toda a razão, amar, é um sentimento que não tem razão de ser. Assim, a razão, o grande clímax do ser humano, de nada serve, quanto a questão é sentimento, mais propriamente, o amor.

No entender dos filósofos antigos, os chamados pré-socráticos,
“é uma visão do Ser que nos funda e não nós quem funda o Ser pela nossa visão, o Sentido não é construir, mas decifrar.”

20 de agosto de 2008



Coisas de bom senso 1.

Todos nós, enquanto portugueses e residentes no nosso pais com direito a viver e respirar o ar que existe em Portugal, temos de pagar impostos.

Mas os impostos não são todos iguais, por ex. Pagamos 20% de IVA por qualquer produto mais "normal" (por normal refiro-me a todos os produtos com o IVA de 20%, produtos que não sejam de primeira necessidade), o que significa que por cada 100€ gastos em produtos "normais" 20€ vão direitos para o estado.

Até aqui tudo bem, não tenho estudos em ecónomia mas compreendo que o estado precise de dinheiro, e a melhor maneira que tem de o obter é através de impostos. Também me parece correcto que todos nós contribuamos financeiramente para o nosso país, depois se o dinheiro é bem ou mal aplicado pelos nossos governantes é outra história.

Voltando ao IVA, se quisermos comer também pagamos imposto, se formos a um café e pedirmos uma sandes 12% do valor que pagarmos irá para o estado.

Se comprarmos casa pagamos um imposto, e anualmente pagamos imposto sobre alguns bens que temos, carros, casas, terrenos, etc.

Ou seja, há imposto para tudo!

Tudo?! Não...

O que é que todos os empresários, todas pessoas cuja vida gira à volta do dinheiro passam o dia a comprar e a vender? Acções.

E há imposto sobre a venda e compra de acções? Já devem saber a resposta.

Então há impostos sobre tudo mas não há nenhum imposto sobre as milhões de acções compradas e vendidas todos os dias? Porquê?

Porque pagamos ao estado para comer uma sandes mas não pagamos um cêntimo se comprarmos mil acções da Sonae?

Quem come sandes? Quase toda a gente, dos mais pobres aos mais ricos.
Quem compra acções? Geralmente pessoas com mais dinheiro, pessoas que podem investir. Há isenção sobre quem quer investir?
Isso poderia ser um critério, mas se eu quiser investir e abrir um negócio meu pago imposto sobre tudo, desde a abertura da empresa aos salários, etc. Eu posso querer investir, querer investir no meu pais, ajudar a desenvolvê-lo mas pago imposto. Se por outro lado quiser andar a comprar pedaços de outras empresas já não pago nada.

Qual é a justificação? Qual o critério utilizado?

Definição

Começo este blog com a definição de Bom Senso.

Segundo a wikipédia, bom senso é o seguinte:


"Bom senso pode ser definido como a forma de "filosofar" espontânea do homem comum, também chamada de "filosofia de vida", que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana."

Em contrapartida, existe a falta de bom senso, e não mau senso.